sábado, 18 de junho de 2011

Antigo galpão vira nova casa!

Oi Galera! Como vão? Espero que bem e preparados para mais novidades. Hoje neste post vim mostrar pra vocês a incrível ideia do arquiteto Carlos Verna de reutilizar um velho galpão em uma casa LINDA! 

 A parte antiga, fechada com vidro, ganhou a companhia de um bloco de alvenaria que abriga quarto e banheiro. A varanda entre ambos os blocos conta com uma lavanderia. Cobertura Onduline. Agora o arquiteto que usa a casa como refúgio para os finais de semana, comemora a vista privilegiada.

 A fachada comprida voltada para o norte tem esquadrias de muiracatiara e painéis de vidro para entrada de luz natural - principalmente no inverno, quando o Sol percorre um caminho mais baixo. "O trabalho quase artesanal para unir esses materiais garantiu uma vedação perfeita", conta Carlos Verna.

 Na sala de estar, o piso de pínus se integra ao de peroba de demolição do deck externo. "Não tenho medo de misturar diferentes tipos de madeira, pois elas convivem harmoniosamente na natureza", diz o arquiteto. Do escritório, ele trouxe as portas do tipo guilhotina (que agora levam ao deck) e os vidros do fechamento.

 A lareira préfabricada (Vent-ar) tem os dutos instalados do lado de fora da construção e é revestida com os mesmos tijolos aparentes da parede. Tapete da By Kamy. Mesa de centro, poltrona, almofadas, objetos e baú da Ethnix.

 Com o formato de duas águas do telhado, a porção central tem pé-direito de 5,60 m. Além dos pilares de concreto que sustentam a construção, os diferentes tipos de piso (pínus na sala de estar, cimento queimado na de jantar) ajudam a definir os usos do espaço.

 Um dos módulos do galpão abriga a cozinha com forno a lenha, revestida de cimento queimado. O mezanino serve de quarto de hóspedes - às vezes, é ocupado pelo outro proprietário da casa, que mora no exterior. O ambiente tem uma viga metálica presa à coluna de concreto, forro de OSB e vigas laterais de madeira de demolição.

 A estrutura do telhado faz uso das tesouras metálicas do galpão original. Telhas de fibras vegetais com isolamento térmico e beiral compõem a cobertura. Internamente, elas são pintadas de branco para ajudar na reflexão da luz natural. O quaro de Carlos fica no bloco da direita. Ele é feito de tijolos novos e tem apenas uma porta de pínus sem veneziana (para não deixar o frio entrar).

 Painéis e portas de ripas de pínus com 2 cm de espessura no galpão principal fecham hermeticamente, evitando a entrada do vento frio. Elas receberam verniz à base de água.

 A parede da lareira tem pequenas aberturas que eram originalmente os pontos de apoio dos andaimes na obra, mantidos por Carlos com vidro e moldura de madeira.


A planta do galpão se compõe de três módulos de 4,50 x 4,50 m, reproduzindo a versão original, na capital paulista. Nos fundos, uma varanda coberta dá passagem para o quarto de Carlos, que fica separado do resto da casa para lhe proporcionar privacidade quando há visitas. 

Espero que tenham gostado desse projeto maravilhoso! Tenham uma ótima semana, vejo vocês no próximo post!

Fonte:

5 comentários:

  1. Oi, Rodrigo,
    Ultimamente tenho visto, estes reaproveitamentos de espaços. O que antes eram igrejas, galerias de arte, e como no caso, do galpão, transformam-se nas mãos de habilidosos arquitetos, em moradias fantásticas.
    Beijos e ótima semana

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  2. Pois é, adoro esses post de reaproveitamento e tô sempre procurando... é muito interessante mostrar pra todos que nada se perde, tudo se transforma!

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  3. Estou encantada com este projeto e, até pensando
    em fazer uma casa assim prá morar. Obrigada pela genial idéia.

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  4. Que lindo esse projeto estamos construindo um galpão para morar e quero colocar vidro.
    Parabéns
    Anajá Schmitz

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  5. Lindo esse lugar e a sua idéia é ótima. Me inspirei!....procurava algo exatamente assim...parabêns!




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